Do Mesmo

Sangue


Escrito por: Júlia Rodrigues e Neldo Campos.

Do Mesmo Sangue

Escrito por: Júlia Rodrigues e Neldo Campos.
O príncipe da França, Thomas Lafonser, viajou até a Inglaterra em nome do seu país com objetivo de fazer acordos relacionados ao súbito aumento de produção em massa, ao que se dá o nome de “Revolução Industrial”. Durante a sua estadia, ele conheceu uma bela mulher e vê-se logo apaixonado por ela. Ambos estarão envolvidos em um romance melindroso, longe de descobrirem os seus laços de parentesco.

Aquele raro momento em que você vê o amor de sua vida prestes a se casar com um outro alguém, o que você seria capaz de fazer?

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Ela não pode me evitar por toda vida, então decidi confronta-lá de uma vez por todas, não vou permitir que ela se case com este imbecil tolo, eu amo ela e não vou descansar sem te-lâ em meus braços…

Entrei na igreja e me infrintei aos demais que estavam sentados acompanhando a cerimônia, pude notar que havia seguranças do Guaturpie Chelerinco por toda parte, mas a minha atenção não desviava-se do meu verdadeiro objetivo….

Estava ela em frente segurando rosa em suas belas mãos, o Guaturpie estava junto dela assim como o Padre disposto a consagrar o casamento.

Sempre imaginei ela vestida de noiva, mas nunca imaginei-a casando com um outro homem à não ser eu…

Já dividiam-se as alianças e, pude ver as mãos dela tremendo enquanto as segurava. Parecia que estava sendo forçada, que aquilo não era sua vontade.

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Chegou aquele raro momento em que o Padre pergunta “Quem é contra este casamento ou acha que estes não deveriam unir-se, por favor levante-se agora ou mantenha-se sentado para sempre.”
Neste momento bateu um forte cala-frio em meu estômago, sabia que é um sinal de mau presentimento, mas o ignorei…

Levantei-me e disse em voz alta:

– Eu – disse levantando a mão para cima – Vocês não podem casar, Sheva você não pode casar com este homem porque você não ama ele.- Continuei. 
Os olhares de todos cruzaram-se para mim…

– Quem você pensa que é para arruinar o meu casamento? – Perguntou Guaturpie já irritado.

– Eu sou o homem que ela ama e que realmente merece casar com ela – disse me aproximando. 
Não estava controlando às minhas palavras.

– Você não passa de um lunático de merda, ela é tua irmã, como podes não ver? Você trará a maldição sobre a França.

– Sheva não fica calada como se não se passa nada, diz para este homem quem você realmente ama. – disse Eu à Sheva, Ignorando o que Guaturpié tivera dito.

Ela não respondia e se mantinha calada…

– Você é um lunático, matem ele – Guaturpie ordenou os seus guardas que atirrassem balas de fogo contra mim e assim eles fizeram..

– Nãão – Gritou a Sheva correndo em minha direção.

Em poucos segundos o meu corpo encontrava-se no chão, detonado pelas balas que me foram ofertadas….

A Sheva correu até a mim e sentou-se no chão, colocando a minha cabeça sobre o seu colo e lágrimas escorriam pelo seu rosto.
Ela simplesmente dizia ” Eu te amo ” e repetia várias vezes sem se importar com as pessoas ao redor.

Não conseguia dizer nenhuma única palavra, minha boca estava recheada de sangue assim como outras partes do meu corpo.

Em poucos segundos perdi os sentidos e chegou aquele raro momento em que você vê a sua vida em um filme de dois segundos diante de seus olhos…


A Inglaterra já viveu os seus tempos de glórias, porém havia mais uma altura em que os ricos ficavam mais ricos e os pobres ainda mais pobres. Esta época foi tão marcante não só na história Inglesa mas, como também na história Europeia, que graças a isso, este mesmo momento foi intitulado como “A Revolução Industrial”.

Mas… O que isso tem haver com a nossa história?

***

Eu tinha somente sete (7) anos de idade quando os meus pais se divorciaram. Cada um foi seguindo a sua vida e, porém eu fui com ele. Lembro-me também de ter uma irmã, não me lembro de seu rosto ou nome, mas sei que tenho uma irmã, porém ela teria ficado com a mãe e desde então não sei nada sobre ela. Quando tocava nesse assunto com o meu pai, ele se fazia de despercebido.

Depois do divórcio nos mudamos para a França, o meu pai quis recomeçar tudo de novo numa terra desconhecida, não o posso julgar. Nunca conheci a minha mãe e não considero os meus tempos de infância junto dela, pois agora nem de seu rosto eu me lembro. O meu pai não fala sobre ela e, um dia quando eu perguntei sobre o motivo do divórcio, ele simplesmente disse que foi traição por parte dela…

O meu pai casou-se novamente mas, desta vez com uma mulher poderosa pertencente a família Real Francesa, Madalenna Lafonser. Na altura ela era princesa, mas depois da morte de seus pais tornou-se Rainha e, sendo assim o meu pai tornou-se Rei, fazendo com que eu me tornasse príncipe. O casal teve somente uma filha, a minha linda irmã Sheila Isabel Lafonser.

***

Cá estou mais uma vez, arrumando as malas para viajar até a minha terra natal (Reino Unido), o motivo da viagem é fazer múltiplos acordos acerca da produção em massa de lá, e claro, também de conhecer as minhas origens.

– Meu irmão você parece muito distraído. – Disse a Sheila interrompendo o meu monólogo.

– Há quanto tempo está me espionando? – Pergunto me virando para ela, que se encontrava de pé na porta do quarto.

– O tempo suficiente para ouvir você falando sozinho.

– Saiba que é feio ouvir as conversas dos outros.

– Não sabia que as paredes se importariam – Respondeu com um sorriso no rosto.

A Sheila é uma jovem muito simpática, é uma irmã maravilhosa e um amor de pessoa. Ela é tímida e calma, dificilmente se envolve em uma briga. Mas também sabe ser peculiar e festeira em certos momentos.

– Você tem a certeza que quer mesmo ir para Inglaterra? – Perguntou ela enquanto sentava na minha cama.

– Sim, estou certo de que chegou o momento certo para eu poder conhecer a minha terra natal.

– Sua terra natal? – Ela pergunta. – À mim tu não engana, pois sei bem que a sua intenção é ir atrás das moças Inglesas. – Disse ela com um tom malandro.

– Tu bem sabe que não sou esse tipo de pessoa. – Tento mentir enquanto dobrava minhas roupas.

– Diz isso nas 5 mulheres que tirou virgindade.

– Na verdade foram 6, mas isso faz parte do passado por que agora estou completamente diferente.

– Seja como for, terei muitas saudades suas. – Disse ela levantando e me abraçando.

– Eu também sentirei suas minha querida irmã. – Recebi o abraço.

***

E chegou aquele triste momento em que eu teria que me despedir de todos, ou seja, da minha família e do meu povo, pois ficarei duas temporadas fora.

Não pensei duas vezes depois do meu pai ter-me feito a oferta de ir para Londres, pois uma parte de mim sempre quis ir.

E assim, subi em um navio e partimos, era um navio Real e com muitos guardas da realeza.


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